• Empatia Criativa

Quando devo pedir ajuda?

Texto por Adriana Tamashiro: https://www.linkedin.com/in/adrianatamashiro/


Você sabe diferenciar quando está pronta para efetivamente solicitar ajuda de outras pessoas ou pares em um processo de mudança pessoal?


Muitas vezes procuramos grupos ou pessoas para “desabarmos” e desabafarmos e tudo bem também, isso não é um problema, afinal, todo mundo precisa de um “colinho” de vez em quando. Mas é importante conseguir identificar quando precisamos somente de acolhimento ou quando estamos prontas para realmente pedir ajuda e mudar nossa condição.


Muitas vezes, antes mesmo de conseguirmos organizar nosso interno e solicitar um pedido específico, também precisamos de auxílio profissional para entendermos alguns sentimentos e necessidades que podem se apresentar emaranhados e confusos.


Nem sempre um desabafo ou reclamação gerará um processo de mudança se você mesma não estiver pronta para mudar. Então vale se questionar sempre:


1. já pesei todos os prós e contras e coloquei na ponta do lápis se consigo sair da situação que estou? (caso envolva custos, planejamento e sobrevivência)

2. eu preciso nesse momento de ajuda para mudar em alguma decisão que já tomei ou preciso de auxílio e orientação para o que poderia ser feito?

3. a solicitação específica que penso em fazer cabe ser compartilhada com aquela pessoa ou grupo?

4. me atentei (ou perguntei) para a outra pessoa ao solicitar ajuda se aquele é um bom momento para ela me amparar ou se possui condições internas (emocionais) para me auxiliar? (caso não seja um profissional remunerado já disposto a desempenhar esse papel)

5. eu quero realmente mudar minha situação?


A primeira questão é sempre conseguir identificar em qual estágio estamos e se realmente estamos abertas para mudanças. Grupos como esse tem por objetivo promover jornadas transformadoras começando pelo nosso interior. Acreditamos na máxima da Teoria U com a frase de William O’Brien: “O sucesso de uma intervenção depende da qualidade interna do interventor”.


Mais que isso, só podemos promover processos coletivos de mudanças ou auxiliar indivíduos e grupos quando estes estão com coração, mente e vontade abertos.


Quando passamos muito tempo justificando a nossa falta de perspectiva ou condição e jogando a responsabilidade sempre em agentes externos, há uma possibilidade de estarmos em um processo de autossabotagem e negação. Lógico que há inúmeros casos em que realmente as condições externas são limitantes, mas no geral, quando isso também é muito específico, os pedidos de ajuda são muito mais objetivos e diretos, pois é possível identificar a origem dos incômodos ou situações difíceis.


Mas, nem sempre a situação externa é justificativa para tudo. Pode piorar condições, mas precisamos de verdade olhar para dentro e separar sentimentos e necessidades com objetivo de construirmos melhores estratégias para mudanças.


O exercício é difícil por exigir autoconhecimento e aprimoramento da nossa condição emocional, mas não é impossível. Uma avaliação anterior a um pedido de ajuda pode aproximar e trazer novos pares para a solução de problemas complexos, sejam eles pessoais ou coletivos.


___

Em CONHECIMENTOS COMPARTILHADOS, no EmpatiaBlog, as organizadoras da Empatia Criativa e convidadas trazem reflexões a partir das interações da Rede Despertar | Mulheres em comunicação e conhecimentos específicos das áreas em um processo contínuo de aprendizagem.

13 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo